Exercício de humildade

O texto fala sobre um rapaz que se apaixona por uma colega da escola. Lê-se a linhas tantas que o amor é uma estupidez. Exercício escrito: concordar ou não com a afirmação e dar razões. Um aluno responde: "O amor é para conhecer melhor as pessoas". Tão simples e desassombrado. Tivera eu esta sabedoria na idade dele e tudo teria sido mais fácil.

O dilema moral e gramatical do João 2

Não quer, no entanto, chamar demasiado as atenções para si, dar a entender que ignorou, com intenção de dolo, as instruções da mãe. Não foi de todo esse o caso. Já basta a evidência de ter sido ele a partir a jarra.

O que vai o João dizer aos pais?


A chave do problema está no facto de ser evidente que foi o João quem partiu a jarra. É, portanto, inútil mentir (e moralmente condenável, acrescente-se). Resta ao João optar por uma estratégia de controlo de danos, isto é, e como já ficou sugerido, evitar que seja a mãe a descobrir por si mesma o sucedido, devendo o João anunciar o pequeno acidente doméstico da maneira mais célere e eficaz possível.

1. Há dois elementos de comparável grandeza nesta história e com os quais o João vai ter de jogar. Ele próprio -- que partiu a jarra, desobedecendo às recomendações da mãe (a evidência) -- e a jarra partida, de algum valor sentimental para a família.

JOÃO = JARRA


2. O João deverá desviar as atenções de si para a jarra, colocando-a em destaque, ou seja, a informação a dar aos pais deverá dar mais importância à jarra. Torna-se desnecessário, repetimos, insistir na evidência de ter sido o João a cometer o delito. Fazê-lo seria masoquismo puro.

JARRA = JOÃO


3. Aliás, a mãe do João vai conseguir ler-lhe nos olhos (mesmo sem ele dizer nada) o que aconteceu. Logo, é irrelevante fazer qualquer referência à participação do João na história. O elemento João deve pura e simplesmente eclipsar-se.

JARRA >
JOÃO
JOÃO
JOÃO
JOÃO


Recapitulemos o raciocínio.

1. Para fazermos justiça plena ao desenrolar dos acontecimentos, diríamos que houve alguém, o João (um ser pensante plenamente consciente do que estava a fazer), que começou a jogar à bola dentro de casa e que partiu uma jarra (desfecho mais do que previsível). Assim mesmo: João, jogar, jarra partida. Logo, a frase mais fiel à verdade e à cronologia seria uma frase na voz activa: "Eu parti a jarra".

2. Mas, como já vimos, o esforço de honestidade é irrelevante. Assim, nada impede o nosso adolescente de empurrar a jarra para uma posição tópica, isto é, para uma posição em que a jarra seja o tema, o ponto em destaque. Para isso, João socorre-se da voz passiva: "A jarra foi partida por mim".

3. É certo que o João é um agente consciente dos seus actos, que mais ninguém senão ele esteve naquela casa e partiu aquela jarra. É essa a realidade. Mas a linguagem, a gramática, permite trabalhar os factos de maneira a apresentá-los de forma mais conveniente e eliminar por completo a referência ao João: "A jarra foi partida".

Mas há mais. "A jarra foi partida" é, neste caso, uma frase desajeitada. Não é português escorreito. Felizmente, o João tem uma alternativa mais económica e eficiente: a partícula apassivante. Não só a referência ao João é eliminada, como tudo aparenta ter acontecido sem a nefasta intervenção humana, como se tivesse sido por combustão espontânea. Apreciemos a beleza singela da frase. Sim, é verdade, o que o João disse, mal os pais entraram pela porta, foi "Mãe, a jarra partiu-se".

Citação #8 (da leitura)

«O acto de escolher e abrir um livro oculta a contradecisão que ocorre em simultâneo: o acto involuntário de não escolher e de não abrir todos os outros livros do universo.»

Pierre Bayard, How to Talk about Books you Haven't Read, Londres, Granta Books, 2007, p.6.

Absorvido pela leitura

Um homem, sentado à mesa dum café, debruça-se sobre um livro de assinaláveis dimensão e volume de páginas. Abraça, com os dedos entrelaçados, o topo do livro. Parece absorvido pela leitura. Numa fracção de segundo, cabeceia e bate com a testa no livro. O homem estava a dormir.

O dilema moral e gramatical do João

O João não teve a última aula do dia e chegou mais cedo a casa. Os pais ainda estavam no trabalho e o João, aborrecido, pensou numa maneira de sacudir o tédio até à hora do jantar. Determinado a desafiar os padrões ocupacionais do adolescente contemporâneo, o João resolveu que lhe apetecia jogar futebol. Mas o tempo estava chuvoso. Corria um vento gelado, desagradável. Estava decidido, jogaria dentro de casa - apesar do T3 ser notoriamente acanhado para a prática da dita actividade desportiva e de conhecer a posição francamente negativa da progenitora sobre "jogar à bola dentro de casa". Enfim, digamos apenas que o apelo do proibido é irresistível. Uns toques tímidos na bola, um driblar em seco corredor fora, uns chutos contra uma parede livre de móveis - cinco minutos depois, já o João tinha perdido noção dos constrangimentos físicos que o 5º Esq. lhe impunha. E o inevitável aconteceu. O João partiu a jarra que estava junto à porta da sala.

O nosso adolescente é um jovem de uma constituição moral robusta. Não vai fingir que o problema não existe, não vai esconder o sucedido aos pais. Será ele a revelar o funesto acontecimento. Não quer, no entanto, chamar demasiado as atenções para si, dar a entender que ignorou, com intenção de dolo, as instruções da mãe. Não foi de todo esse o caso. Já basta a evidência de ter sido ele a partir a jarra.

O que vai o João dizer aos pais?

A boa gramática vai para o céu e a má também

Diz-nos a boa gramática que as terminações do pretérito perfeito do indicativo, herdadas do latim, são -ei, -aste, -ou, -ámos, -astes e -aram (isto no caso da primeira conjugação, em -ar). É por isso estranho o aparecimento da terminação -astes para a segunda pessoa do singular. E das terminações -estes e -istes para a segunda e terceira conjugações. Veja-se este exemplo, com um verbo irregular: "eu perdi porque tu fostes a pessoa que mais amei em minha vida". É estranho sobretudo porque me parece pouco económico o acrescentamento daquele s.

Será uma analogia com o presente do indicativo, o conjuntivo ou o futuro do indicativo? Nesse caso, dos três, o conjuntivo (presente ou pretérito), com as terminações -es/-asses, surge como o candidato mais credível. Seja como for, o acrescentamento do s exige, por sua vez, a desambiguação relativamente à segunda pessoa do plural. Fostes, quem, vós ou tu? Assim, para não haver confusão, aparecem as terminações -ásteis/-ésteis/-ísteis. Leia-se o exemplo, novamente com o verbo ser: "analisando esta época todos vós fosteis uns Grandes Campeões!" Novamente, o conjuntivo parece ser um bom culpado, dadas as terminações -eis e -ásseis.

Diga-se em abono da verdade: ambas as versões da segunda pessoa do plural, a correcta (-astes) e a errada (-ásteis), são evoluções perfeitamente aceitáveis da terminação latina, -istis. São mais fáceis de articular, evitando a repetição de sons. Tanto assim é que a terminação do espanhol, para o pretérito perfeito, é -asteis: (vosotros) amasteis, leísteis e salisteis. Não é difícil acreditar que a terminação da segunda pessoa do singular possa ter sido contaminada pela variante espanhola. Ou até que as duas variantes tenham circulado e apenas uma tenha sido fixada como correcta (pelo menos desde João de Barros, o que já faz 467 anos). De qualquer modo, são comuns as formas fosteis ou amasteis: agora como no passado. Como também são comuns as tentativas de correcção: hoje e ontem.

Assim, na lógica interna da má gramática, a terminação -astes da segunda pessoa do singular pode ser uma herança directa da segunda pessoa do plural, que não precisa da terminação (está bem servida com -ásteis). Ou seja, o efeito ter-se-á verificado do vós para o tu e não o contrário. Repare-se, terá sido uma terminação popular, concorrente ou alternativa à terminação oficial e erudita, a empurrar essa mesma terminação oficial e erudita para outra pessoal gramatical (provavelmente pelo prestígio de ser oficial e erudita) - o que mostra como erro e correcção (e hipercorrecção) se atropelam na evolução da língua e de maneira nem sempre clara.

Nota 1: A complicação não fica por aqui. A par (ou a partir) das terminações -ásteis/-ésteis/-ísteis, encontramos também -ástens/-éstens/-ístens: "recordaivos dos roubos que fizestens antes do 25 de abril".

Nota 2: Para mais pretérito perfeito, ler este artigo e a discussão gerada no blog Aspirina B.

Citação #7 (da ortografia)

«Nós não queremos escrever palavras como 'Hoje', 'Húmido', 'Hilariante' sem H.»

Petição "Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

Citação #6 (da gramática)

«Não quero falar gramática, quero falar como uma senhora.»

Eliza Doolittle em George Bernard Shaw, Pigmalião, Acto II.

Citação #5 (da leitura)

«A leitura é o caminho para a inteligência, não o seu objecto.»

Robert Scholes, The Crafty Reader, New Haven e Londres, Yale University Press, 2001, p.243.

Citação #4 (da gramática)

«A primeira condição para escrever bem é saber gramática, a segunda é esquecê-la.»

José Cardoso Pires em entrevista a Ana Sousa Dias, in Público-Magazine, 19 de Junho de 1994, p.32

Citação #3 (da caligrafia)

«4 cousas deve ter o Medico. A sua mulla, o seu preto, bõa proza, e ruim letra.»

Advertencias, e Reflexoens Curiosas, ou Descriçoens Anatomicas. Achadas pelo Numero Quaternario em Todo o Genero de Individuo. Por Joaõ Victor da Costa, Lisboa: na Officina de Francisco Borges de Sousa, Anno de 1760, p.5.

Protocolos da correcção

No Avatares de um Desejo:

Mas o que aqui surpreende não é o erro, o que surpreende é indigência do amigo ao me comunicar o erro, todo paninhos quentes (dizendo que teve dúvida e foi ver ao dicionário, etc.), imagine-se... por email. Se tivermos em conta que se trata de alguém capaz de me telefonar 5 vezes numa hora em circunstâncias tão extremas como a notícia recente da viuvez de alguma famosa jeitosa - para partilhar a lufada de esperança que isso traz à sua vida -, estão a perceber o escândalo.


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Palavras que nos podem vir a fazer jeito #1

Pânria, a) s.f. [pop.], acto ou efeito de panriar; ociosidade; mandriice; indolência b) s. 2 gén. pessoa que tem estes vícios (de orig. obsc.)

Dicionário da Língua Portuguesa, 8ª ed., Porto Editora, p.1214.

Simetria

Um homem entra na carruagem de metro com um livro na mão. Não tem um marcador de página nem um canto dobrado mas retoma, sem hesitar, a leitura na página em que ficara. O homem abre o livro na página 69.

Blogs

Estive a actualizar as minhas ligações a blogs. A lista é mais ou menos a que está ali na coluna do meio, à direita. Destaco um post d'O Bitoque:

Onde Portugal devia ser mais Americano é no populismo. Apesar de uns pozinhos de indisciplinada inventividade, muitos vindos de um Portugal emigrado (Saramago, Rego, etc...), a cultura portuguesa é ditada por um vigilante e reacionário elitismo. A sua expressão máxima é o endeusamento da língua portuguesa. Os currículos escolares e até a TV, aceitam o papel de taxidermistas da língua. Apregoa-se o “falar bem português” como acto de conservação e usa-se o prontuário e a gramática como armas na luta de classes. O professor e o educado ensinam a ralé a falar, e tudo o que vem de baixo sobe conspurcado e inaceitável. O professor não tem nada a aprender com o dia-a-dia da população, e as suas soluções linguísticas para específicos e novos contextos sociais. O professor estuda a biblioteca para destilar um álcool puro de português e depois engarrafa as regras para engrossar a língua da malta.


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Isso é subjectivo

"Isso é subjectivo" é uma das expressões que mais me irrita. É usada e abusada, é dita a propósito de tudo e mais alguma coisa, mesmo quando não há subjectividade nenhuma. Zero. Se há ambiguidade, é subjectivo. Se depende de variáveis, é subjectivo. Se é pura e simplesmente incompreensível, é subjectivo. Subjectivo. Subjectivo. Subjectivo. À força de tanto uso, perde-se o tino à palavra. Mas, às vezes, é mesmo subjectivo. A leitura, por exemplo.

No sítio onde moro, um edifício ao jeito de residência universitária sem o ser, a caldeira avariou. Ou seja, não há banho de água quente para ninguém. A gerência colocou um aviso a informar os residentes sobre o sucedido onde se lê: "A caldeira começa a ser reparada no dia 7 de Janeiro e não está previsto entrar em funcionamento antes do final da próxima semana". Entrei em choque (provavelmente já a experimentar o banho de água fria por antecipação). Um prolongado e pouco ecológico banho de água quente seria o último dos confortos modernos de que eu abdicaria.

No entanto, podia ter sido pior. O meu cérebro, condoído, engana-me e o que eu consigo ler, apesar de ter passado os olhos por todas e cada uma das palavras do aviso, é: "A caldeira começa a ser reparada no dia 7 de Janeiro e está previsto entrar em funcionamento no final da semana". Uma semana sem banho, banho de água fria ou lavagem de gato aguenta-se. Ninguém morre por isso. No dia seguinte de manhã torno a ler o aviso (passo à frente o episódio do banho, é de arrepiar). O meu cérebro sabia que eu já estava conformado e lá me deixou ler mais qualquer coisa: "A caldeira começa a ser reparada no dia 7 de Janeiro e está previsto entrar em funcionamento no final da próxima semana".

Digamos que as más notícias caíram às pingas. Afinal não era uma semana mas duas e a situação já começava a cheirar mal. Hoje, ao regressar, li de novo o aviso: talvez houvesse novidades, o milagre da caldeira reparada. E aí, por fim, o meu cérebro desenganou-me por completo. Sim, seriam duas semanas e nem sequer era certo que estivesse realmente pronta: "não está previsto entrar em funcionamento antes do final da próxima semana". Isto é, é bem provável que isso só aconteça depois do final da semana. Pode ser à meia-noite de domingo?

Sim, da próxima vez que me disserem que a caldeira se avariou, respondo: isso é subjectivo.

Luiz Pacheco (1925-2008)

N ão sei nada. Duvido de tudo. Desci ao fundo dos fundos, lá onde se confunde a lama com o sangue, as fezes, o pus, o vómito; fui até às entranhas da Besta e não me arrependo. Nada sei do futuro, e o passado quase esqueci. Li muito e foi pior. Conheci gente variada nesta viagem. Pobre gente: estúpidos de medo, doidos espertalhões, toscos patarecos, foliões e parasitas da Vida, parasitas (os mais criminosos, estes) chulos do próprio talento desperdiçando tudo: as horas do relógio deles e dos outros, e os defeitos de todos, que tudo tem seu calor e seu exemplo; ou frustrados falhados tentando arrastar os mais para o poço onde se deixaram cair por impotência de criar, lazeira ou cobardia (mas o coveiro nada perdoa). Cadáveres adiados fedorentos viciosos de manhas e muito mal mascarados. Uma caca a respirar.

Ora deixem-me que lhes diga: um cadáver não nunca tem terá razão, mesmo que a tivesse tido antes. Um estúpido um cobardola é para rir e chorar, porque a estupidez e o medo não têm medida. Um patareco, dá-se-lhe um pontapé no cu, um parasita esborracha-se por nojo e a um folião fazemos notar que não lhe achamos graça nenhuma. E fugi dos frustrados e falhados que é a malta mais tratante e castradora que existe. Mas um bebé! uma rapariga com o filho ao colo! os bambinos em volta! são os bichos mais exigentes e precisados de tudo. E há que lhes dar tudo. Eis, Senhores, porque saúdo a manhã e faço gosto em a ver inda uma vez, eis porque a pardalada me incita. E no riso do meu Paulocas uma leve ironia contente me desperta, babada em leite e ternura. Somos puros. Sabemos e cumprimos. Bem- aventurados somos e vós, também,

Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sereis, se as praticardes.


Comunidade

O regresso a este Livro Negro tem sempre um significado. Parece que consegui evitar aqui, e vão mais de quatro anos, o que sempre achei de mais ridículo e odioso na escrita e em quem escreve que é a rotina (o escrever por escrever, ou o hábito disso), o videirismo (tantas palavras tantos escudos, quantas vantagens - de todo o género, desde as sociais às sexuais), o profissionalismo, e o supremo requinte estético do culto da palavra (da forma), a retórica de estilo clássico ou das improvisações inovadoras. Aqui (parece-me) sou eu. Como na Comunidade, n'O Teodolito ou n'O Libertino ainda era eu, sob a capa de uma fórmula para o público (...). O salteado nos dias e meses deste pseudo-diário, o desconexo, o incompleto casual, são condições de mim. Um escriba de circunstância. Um tipo que queria ser escritor mas antes queria ser um homem livre (...).


Diário Remendado

Manuais de Português

A maioria dos manuais de Português do 4.º ano não contribui para os alunos perceberem o que lêem e contém textos incompreensíveis. É esta a conclusão do primeiro grande estudo sobre manuais escolares realizado em Portugal.


Notícia Sol via Blogtailors. Ver ainda notícia da reacção do PSD e o comentário de Francisco José Viegas no A Origem das Espécies.

Segundo as duas notícias os principais problemas são a escassez de exercícios que levem os alunos a interpretar os textos e a identificar informação que não seja explícita, o número limitado de textos, a pouca diversidade de géneros e a falta de um elenco de textos/autores avalizados pelo ministério da educação.

O paraportuguêsler responde #1

Quem aqui vem ter através de uma busca no Google é porque quer respostas. E, como não queremos fregueses insatisfeitos (mesmo aqueles que procuram ovos em loja de ferragens), aqui segue uma tentativa de atendimento personalizado:

"gráficos da decadência do ensino público"
Tanto quanto sei, isso não existe, nem na internet. No entanto, pode tentar ali para os lados da Av. 5 de Outubro, em Lisboa.

"primeiro cantor a aparecer na televisão"
Em Portugal foram Maria de Lurdes Resende e Rui de Mascarenhas (1957). A primeira vez mesmo deve ter sido nos EUA, nos finais dos anos 20. Quem? É difícil saber.

"orações para quem odeia os professores"
Não será melhor deixar a religião fora do assunto? E se as pessoas que odeiam os professores forem muito religiosas? A coisa tornava-se uma espécie de santa guerra civil, não era?

"como se escreve seios em inglês"
Esta é fácil: bosom, bust, chest, breasts. Posso informar que há outras alternativas, mais informais.

"lista de palavras que rimem com os resultados da tabuada do três"
A lista de palavras que rimam com a tabuada do três é a mesma lista da tabuada do dois.

Curso de Português AS

Ali em baixo, há coisa de um ano e tal, deixei um texto de introdução à escola em que comecei a trabalhar no ano de 2006/2007. Enfim, a postagem não teve seguimento mas o trabalho teve. E, este ano, resolvi criar uma página de apoio às aulas, especialmente às aulas de preparação para o exame de AS de Português, equivalente em Portugal a uma prova 11º ano (mais ou menos). No Reino Unido, os alunos podem submeter-se a exames nacionais de línguas mesmo quando a disciplina em causa não faz parte do currículo normal. Assim, muitos alunos de origem portuguesa fazem as diferentes provas disponíveis: GCSE (correspondente ao 9º ano) e AS e A2 (correspondente ao ensino secundário). Com o português falado em casa e as aulas de língua (em horário pós-escolar), muitos conseguem resultados bastante satisfatórios e, na hora de arranjar emprego, um ponto extra no currículo. E não são assim tão poucas as propostas de emprego em que saber português é uma vantagem: ver aqui, aqui e aqui.

Curso de Português AS