
A tecnologia E-Ink permite uma experiência de leitura semelhante à do papel (a preto e branco de oito tonalidades). O ecrã não é retro-iluminado como os de tipo LCD e, ao contrário destes, torna-se mais legível em locais bem iluminados. Com luminosidade fraca, o fundo fica com uma tonalidade acinzentada ligeiramente desagradável mas, mesmo assim, o contraste em relação aos caracteres é satisfatório. Com muita luz, o fundo torna-se mais esbranquiçado e é com uma ponta de espanto que se vêem as páginas suceder no ecrã. O papel electrónico funciona com pequenas esferas brancas e pretas com diferentes cargas eléctricas que se combinam no ecrã para formar a imagem. Só quando se dá a actualização da imagem é que é gasta energia, sendo assim possível uma utilização prolongada da carga da bateria.
O PRS-505 tem uma memória de 256 MB que permite guardar mais de cem livros electrónicos. Lê os formatos EPUB, BBeB, TXT, RTF e PDF, incluindo o formato de PDF protegido da Adobe. Dadas as dimensões relativamente reduzidas do ecrã (15,24 cm na diagonal), os ficheiros PDF formatados para impressão em página A4 não são facilmente legíveis. Neste caso, é necessário recorrer à funcionalidade de zoom, que aumenta aumenta o tamanho dos caracteres do texto mas não a página como um todo, destruindo assim a formatação original. No entanto o PRS-505 só nos dá a indicação de mudança de página quando chegamos ao fim da página do documento original. O zoom não funciona satisfatoriamente com todos os documentos PDF e é por isso que a publicação de um livro electrónico deverá ser mais do que transformar um qualquer documento num PDF ou em qualquer outro formato electrónico. O cuidado com o design e a paginação deve ser o mesmo que se dedica (ou devia dedicar) ao livro físico.
A Sony oferece um programa para organizar a colecção de livros electrónicos, para já apenas para o sistema operativo Windows. De qualquer modo, quando ligado a qualquer computador, o PRS-505 funciona como um dispositivo de armazenamento via USB. Na interface de utilizador do PRS-505, encontramos os livros organizados por título, autor e por data de utilização. Para cada título, o leitor da Sony guarda informação sobre a última página lida, sobre o historial de leitura e permite a marcação de páginas.
Vejo-me a ler numa máquina destas. Tanto ou mais do que um dispositivo para ler livros/ficção, este tipo de aparelhos (que não tanto o PRS-505) pode ser útil para a leitura de documentos próprios ou produzidos no seio de uma qualquer instituição (pense-se apenas na bem-vinda poupança de papel). Junte-se a esta vantagem, a possibilidade de tomar notas e de fazer pequenas edições/correcções no texto e o leitor electrónico pode tornar-se num instrumento indispensável em muitas áreas.
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